O transdutor convexo — também chamado curvilíneo — é o mais usado em qualquer serviço de imagem geral. Face curva, frequências de 2 a 5 MHz, campo em leque que abre com a profundidade. Abdome, obstetrícia, rins, fígado, FAST em emergência.
Por ser o mais manipulado, é também o que mais chega para reparo. E o motivo quase nunca é o array.
As três falhas que dominam a estatística
1. Alívio de tensão rompido. O convexo é pesado, fica pendurado o dia inteiro e o cabo é puxado para alcançar a maca. Toda essa carga termina na borracha da saída do cabo. Rachadura, esticamento ou vinco permanente — e depois disso, condutores rompidos.
2. Dano de lente. A face curva é a que mais encosta em superfície e a que mais recebe gel. Delaminação (bolha ou ponto mole sob a lente), riscos profundos e desgaste difuso. Detalhes em delaminação de lente.
3. Queda. Carcaça trincada, conector com pino torto, ou as duas coisas. Uma carcaça trincada não é só estética — ela abre caminho para fluido.
A perda de elementos vem depois de tudo isso, e normalmente como consequência: água que entrou por uma trinca, ou condutores rompidos que “matam” elementos que estão perfeitos.
Como ler a imagem
No convexo, a geometria em leque muda a aparência do defeito. Um elemento morto no centro do array produz uma cunha escura que se abre com a profundidade; nas extremidades, produz uma sombra na borda do setor. Escaneie na profundidade máxima com ganho sem compensação — é onde a dropout fica mais evidente.
Um teste que vale sempre: flexione o cabo devagar enquanto observa a imagem congelada. Se algo muda, o problema é o chicote e não o array. São reparos diferentes, a preços diferentes.
O manuseio decide a vida útil
Como as três falhas dominantes do convexo são mecânicas, quase toda a vida útil se decide fora do exame:
- Nunca pendurar pelo cabo. É a causa raiz da falha número um. O suporte existe para isso.
- Cabo enrolado frouxo, sem laço apertado na saída do cabeçote. Laço apertado repetido é fadiga acumulada nos condutores.
- Cabo fora do caminho das rodas. Um carrinho passando por cima esmaga a blindagem sem deixar marca visível.
- Limpar antes de o gel secar, com o produto que a IFU do fabricante indica. Gel endurecido exige atrito, e atrito desgasta lente.
- Conector encaixado ou com tampa. Conector solto no chão é pino torto na próxima queda.
Uma rotina mensal de dez minutos pega a maioria desses problemas quando ainda são baratos de resolver — veja manutenção preventiva.
Marca e modelo importam para a compatibilidade
Convexos não são intercambiáveis entre fabricantes, e frequentemente nem entre famílias do mesmo fabricante. Conector, número de canais e software precisam casar. Antes de aceitar uma substituição, confirme pelo part number — não pelo formato do conector.
Nosso catálogo está organizado por marca e modelo: veja o índice completo.
Como o convexo se compara ao setorial e ao linear
Vale saber onde ele fica no espectro, porque isso decide quando o problema é o transdutor e quando é a escolha do transdutor.
Contra o linear: o convexo penetra muito mais (2–5 MHz contra 7–15 MHz) e enxerga campo muito mais largo em profundidade, ao custo de resolução perto da superfície. Um nódulo de tireoide avaliado com convexo vai parecer mal definido — e não é defeito.
Contra o setorial: o convexo tem face muito maior, o que é inútil quando a janela acústica é um espaço intercostal. Por isso cardiologia não usa convexo.
Se a reclamação é “a imagem piorou”, vale confirmar que o exame está sendo feito com o tipo certo antes de suspeitar do equipamento. Método completo em falha de elementos.
Vale reparar um convexo?
Na maioria das vezes sim, e por um motivo simples: as três falhas dominantes (alívio de tensão, lente, carcaça) são todas peças substituíveis. Um convexo com meia array morta e carcaça quebrada também tem solução — substituição da cabeça de varredura — e esse caso é mais comum do que parece. Um transdutor nesse estado costuma ser descartado pelo dono sem que um orçamento chegue a ser pedido.
Se o seu transdutor já apresenta defeito
Mande as imagens da tela do seu próprio aparelho, um vídeo curto da falha, o modelo e o part number. Avaliamos antes de qualquer envio e respondemos por escrito se o reparo é viável. Se concluirmos que não tem reparo, avisamos para você não enviar — você economiza o frete e a espera.
Chegando aqui, o reparo leva cerca de uma semana. O frete de ida é seu; a devolução é por nossa conta, inclusive quando o transdutor não teve reparo. Os reparos têm garantia de 6 a 12 meses conforme o transdutor e o serviço executado — falha que voltar nesse período é reparada sem custo. Laudo técnico emitido quando solicitado: veja um exemplo real.
Perguntas frequentes
Por que o convexo é o que mais quebra?
Estatística de uso, não fragilidade: é o transdutor de exame geral, o mais manipulado do serviço. E as três falhas dominantes — alívio de tensão, lente e queda — são todas mecânicas, ligadas a manuseio.
Vale reparar um convexo com metade dos elementos mortos?
Normalmente sim. Essa combinação é exatamente o que uma substituição de cabeça de varredura resolve. Transdutores nesse estado costumam ser descartados pelo dono sem que um orçamento chegue a ser pedido.
Como sei se o problema é o cabo e não o array?
Congele a imagem e flexione o cabo devagar nas duas pontas e no meio. Se algo muda, é condutor rompido. Elemento morto não muda quando você mexe no cabo — essa é a distinção que separa dois reparos de preços bem diferentes.
